Nenhum
resort, nem passeio de bugue, nem vôos
charter. O Rio de Janeiro ainda é uma
das melhores opções turísticas. Como não
diria Dorival Caymmi: você já voltou ao
Rio de Janeiro, nego? Então volte. Vai
entender por que o eleitorado de Viagem
escolheu como destino favorito no Brasil
uma cidade que não tem resort nem
passeio de bugue, uma cidade para a qual
não há vôos charter nem pacotes em
profusão. A cada vez que alguém volta ao
Rio de Janeiro esse alguém se pergunta
por que não voltou antes. Quer alguns
motivos? Aí vão: o caldinho do feijão do
Bracarense; o calçadão de Ipanema; as
meninas de Copacabana; o sanduíche de
pernil com abacaxi do Cervantes; o
charme colonizado da Barra. Mesmo quando
faz a enésima visita, você olha para o
alto e se cobra quando vai arranjar uma
brecha para ver de novo o Corcovado e o
Pão de Açúcar e outra vez contemplar a
cidade do ponto de vista do seu Criador.
E apesar das manifestações do
tráfego no Rio e da guerra contra o
terrorismo, confirmamos que os episódios
também não tiram a preferência aos
Estados Unidos. Os Estados Unidos são um
paraíso turístico. A começar pelas
formas mais puras de diversão os
parques temáticos da Flórida e da
Califórnia. Até um pedaço de pizza na
lanchonete da esquina se torna memorável
na cidade de Woody Allen. Continuam de
pé os parques de Yellowstone (residência
do Zé Colméia), no estado de Montana, ou
Yosemite, na Califórnia, meca do
alpinismo. O mesmo vale para a linda São
Francisco, Las Vegas e seus cassinos no
deserto e Hollywood. A guerra contra o
terror está, sim, marcada no calendário
das tragédias humanas mas, cedo ou
tarde, ficará no passado.
Um objeto de desejo cobiçado por
crianças dos 7 aos 70 anos. Não podia,
mesmo, dar outra. É até covardia. A
Disney é campeã! Desde os anos 70,
quando o parque foi inaugurado em
Orlando, na Flórida, os bebês já nascem
com a idéia fixa de um dia visitá-lo.
Qualquer criança quer ir (ou mente que
foi) à Disney.
Água, sol, frio e gelo: Uma grande
dica para quem prefere água, é o Beach
Park. 170 mil metros quadrados de
piscinas com ondas, tobogãs, praias e
cascatas bem pertinho de Fortaleza. A
adrenalina das montanhas-russas, a
delícia das piscinas e a beleza das
praias cearenses. Essa é a receita de
sucesso do Beach Park. Situado na praia
de Porto das Dunas, no Ceará, há 20
quilômetros de Fortaleza, o parque
agrada tanto quem busca movimento,
quanto às famílias que só querem
sossego.
Muita água limpa e paradisíaca, de
point alternativo, nos anos 80, ao posto
de praia mais querida do país. Um mar de
águas verdes e mornas, salpicado de
piscinas naturais onde os peixes comem
nas mãos dos turistas, bons restaurantes
e bares em que a agitação se estende até
o amanhecer. E Porto de Galinhas, no
litoral sul de Pernambuco, ainda tem sol
o ano inteiro. O pedaço mais badalado da
costa pernambucana faturou o título de
melhor praia do Brasil, deixando
Jericoacoara, no Ceará. Há pouco mais de
10 anos, Galinhas só recebia a visita da
rapaziada "cabeça" e dos surfistas de
olho nas ondas da vizinha Maracaípe. À
época, não havia mais do que 15 modestas
pousadinhas. Hoje, recebe turistas de
todo o Brasil e do mundo (os portugueses
são os mais assíduos), tem cerca de 300
pousadas e hotéis e um resort, o
Summerville. Para completar, come-se
muito bem por lá. Caso prefira a água em
forma sólida, não se esqueça da estação
chilena que atualmente desbanca estações
tradicionais como Bariloche, Aspen e
Chamonix.
À frente de estações famosas pela
alta freqüência de brasileiros, como
Bariloche, na Argentina, e Aspen, nos
Estados Unidos, Valle Nevado, no Chile,
é sem dúvida a maior opção turística
para os esquis. Graças à altitude de
3.100 metros acima do nível do mar, a
mais elevada dos Andes, seus 37
quilômetros de pistas costumam se
beneficiar de generosas nevascas e quase
nenhuma chuva. Três bons hotéis abrigam
os esquiadores e uma escola, com 50
instrutores bilíngües, ajuda quem quer
aprender as primeiras manobras. Um novo
teleférico, mais rápido e confortável,
foi inaugurado na temporada de 2001. A
temporada de Valle Nevado costuma se
estender de junho até outubro.
Mas, se quiser continuar na água e
em cima dela, você deve conhecer o
transatlântico que conquistou os
brasileiros com cabines novas, muito
espaço, boa comida e paredes
envidraçadas Unanimidade nacional. Tanto
em águas brasileiras quanto em mares
internacionais, o navio de cruzeiro mais
votado foi o Splendour of the Seas, da
empresa Royal Caribbean. Menor que seu
irmão mais novo, o Explorer of the Seas,
e menos luxuoso que muitos
transatlânticos do Mediterrâneo, o
Splendour conquistou os leitores com uma
profusão de ambientes, atrações e
refeições nunca vista por aqui antes de
sua chegada ao Brasil, no ano passado.
Por dentro, além de espaçoso, ele é
muito iluminado. Grandes áreas têm
paredes envidraçadas, que evitam a
sensação de confinamento. Durante o dia,
os passageiros concentram-se nos deques
superiores, onde ficam a piscina, as
jacuzzis, a academia, o campo de
minigolfe e um dos restaurantes. À
noite, migram para os salões, onde se
pode escolher entre uma sessão de
cinema, uma peça de teatro ou uma
noitada no cassino. Problemas com outras
línguas? No more: muitos dos tripulantes
falam português.
Os aeroportos: Os aeroportos do
mundo vem abusando de luxo e
tecnologia. O nosso brasileirinho e
internacional de Guarulhos não foge
a regra. Ele precisa continuar
crescendo para atender à maior
cidade do Brasil. No exterior, o
bonito e bem-equipado, o maior
aeroporto de Paris tem até um hotel
sem janelas para se descansar entre
os vôos. Quando foi inaugurado, em
1974, o terminal 1 do Aeroporto de
RoissyCharles de Gaulle chamou a
atenção por seu design futurista, na
forma de um cilindro de concreto. Em
breve, porém, os passageiros
perceberiam que as escadas rolantes
envidraçadas e os vários andares
iguais, apesar de vistosos, só
serviam para gerar confusão.
Atualmente, a vedete do de Gaulle é
o terminal 2, de onde decola boa
parte dos vôos comerciais. Já o
terminal 9 tem um arzinho retrô, com
um quadro de aviso em que eram
anotados, a caneta, os horários de
chegada e partida. Há uma boa
estrutura de apoio aos deficientes
físicos, lojas e restaurantes
bacanas. O Hotel Cocoon, no terminal
1, tem apartamentos baratos e sem
janelas, para quem precisa descansar
entre as conexões. Agora só falta
você cair na viagem e se divertir
muito!