Bondage
- Como fazer alguém se amarrar em você:
Levando-se
em consideração, que em sua essência o Bondage é não ter opções
numa condição consensual de limitação física da ação(com jogos e
técnicas de amarração por cordas, visando imobilização) usada não
para dominar a relutância, mas para incrementar o orgasmo através da
escravidão, inter-dependência e submissão numa experiência sensual e
sexual de cativeiro seguro, o Bondage é uma experiência que visa
aumentar as sensações sexuais. Em parte porque é uma expressão
inofensiva da agressividade sexual(algo de que necessitamos imensamente,
devido aos preconceitos da nossa cultura neste campo) mas, também, por
causa dos seus efeitos físicos.
Um
orgasmo lento em situação de imobilidade forçada é uma experiência
inesquecível para aqueles que o tentam sem medo agressividade alheia.
As pessoas em geral, sempre se excitaram com a idéia de obter o máximo
de prazer sexual uns dos outros e a "imobilização erótica"
foi sempre um excitante apreciado.
Qualquer
herói ou heroína popular que se preze são amarrados periodicamente
pelos pés e mãos, a fim de poderem ser posteriormente salvos.
Fantasias deste tipo são muito freqüentes na cinematografia mundial
(na sua maior parte são absolutamente impraticáveis e dirigidas à
retina e não à inteligência do espectador) e agem como uma válvula
de escape para aquelas pessoas que têm problemas de agressividade ou
precisam de um simulacro de violação para poderem ir para a cama e ter
prazer sem sentir culpa. A maioria das pessoas tem vestígios destas
necessidades e gostam de dominar simbolicamente umas as outras de vez em
quando, ou até de se sentir dominadas.
Mas
os jogos de imobilização, também são praticados por muitos amantes sérios
que desejam descobrir novas sensações e/ou aumentar seu prazer sexual,
preenchendo assim muitas lacunas importantes de sua sexualidade. Isto
exige uma certa aprendizagem (os primeiros esforços freqüentemente são
penosos ou estéreis ou até inutilizam uma ereção por falta de
jeito), mas com rapidez e habilidade, muitas pessoas,
surpreendentemente, descobrem-se Tops natos. Outros recomendam o Bondage
apenas como um jogo sexual para ser praticado ocasionalmente(se não por
outras razões, pelo menos para uma masturbação, partilhada à dois,
lenta e realmente bem executada).
Com
efeito, uma imobilização verdadeiramente hábil produz resultados
sensacionais. Do ponto de vista sexual, na maior parte dos homens(que não
sejam tímidos) quer dando, quer recebendo, como aliás, qualquer outra
técnica que envolva estímulo e simbolismo do
"prisioneiro-sexual", que se bem amarrado não só parece, mas
também se sente muito sexy.
As
pessoas que potencialmente poderiam reagir bem a este método podem
necessitar de uma preparação cuidadosa, no caso de recearem o seu
simbolismo "agressivo", mas este tipo de fantasia apenas
atemoriza as pessoas cuja concepção de ternura é... romântica
demais. Alguns homens, devido ao seu papel social de
dominador-ativo(pelo menos a maior parte do tempo) de vez em quando
precisam se sentir dominados. Outros gostam dos símbolos de domínio e
preferem ser agressivos desde o início.
Quando
amarramos o parceiro pelos pés e pelas mãos, firme, mas
confortavelmente, de modo que ele possa se mexer tanto quanto quiser sem
se soltar e, depois, levá-lo ao orgasmo, isso gera uma sensação agradável,
recompensadora e de extrema segurança, além de ser uma sensação
sexual excitante, permite que muitas pessoas (que não o conseguem
chegar ao orgasmo de maneira convencional) o atinjam de forma total.
Pode ser que berrem no momento crítico, mas certamente vão gostar
muito. A habilidade, aqui, reside em distinguir os ruídos que exprimem
mal-estar, dos pulsos torcidos, cãibras ou outras dores, das manifestações
normais do êxtase; os primeiros significam "Pare já" e os
outros "Continue, pelo amor de Deus, e faça-me acabar".
Jogos
deste tipo podem ser um "extra"... um "plus"... a
mais adicionado a todas as formas de atividade sexual e de coito
convencionais, já que o amante amarrado pode ser beijado, masturbado,
montado ou simplesmente acariciado até o orgasmo. Mas são muito
adequados as sensações intensas e quase insuportáveis produzidas
pelas carícias manuais lentas e hábeis, tanto no homem bottom quanto
no Top. A prisão dá ao amante passivo (bottom) algo de muscular para
fazer, enquanto fica incapaz de alterar o curso dos acontecimentos ou o
ritmo e velocidade da estimulação (a que Theodor Reik chamava o
"fator de suspense") e permite ao amante ativo (Top) levar seu
companheiro, à "alturas estonteantes" (e no caso da inversão
de papéis, este pode enlouquecer o outro, demorando ainda mais o
processo).
Os
amantes experimentados e audaciosos descobrirão logo o contexto
adequado à imobilização. Este surge naturalmente num tipo de
"batalhas amorosas" tão ao gosto de certas pessoas mais dinâmicas,
em que o bottom finge resistência para obter, uma torção de braço,
aumentando assim o ritmo do jogo, e depois continuar a ser dominado, mas
também se pode fazê-lo com menos violência e sortear para ver quem
será o primeiro a ser amarrado.
Outro
contexto, para os que fazem jogos sexuais de adultos, é simplesmente
determinado pelo impulso. Um ou outro pede ou diz: "agora é a
minha vez", ou o parceiro de espírito mais empreendedor começa e
realiza as suas aspirações. Pode ser que ele acorde e descubra que o
outro virou o jogo e que agora, está acabando de lhe amarrar os pulsos;
então já é tarde demais para protestar, o melhor a fazer é
experimentar, até mesmo para adquirir experiência e saber como
incrementar ainda mais a relação, colocando-se no lugar do parceiro
bottom na próxima vez que você for o Top. Para que isto funcione como
jogo, é evidente que deve ser feito de maneira não dolorosa ou
perigosa. Além de tudo isto, qualquer tipo de crueldade como amarrar
alguém que tenha medo real de ser amarrado, cordas extremamente
apertadas, meter coisas pela boca das pessoas , truques idiotas como
pendurar alguém por qualquer parte do corpo são práticas simplesmente
cruéis, dolorosas e inibidoras para quaisquer parceiros sérios. Isso
é um ato de psicopatologia e não de uma prática sexual sadia. A
imobilização como jogo sexual agradável nunca é dolorosa nem
perigosa. Pode, claro, ser praticada apenas pela sua agressividade simbólica,
mas pelo menos metade da recompensa é diretamente física. A maioria
esmagadora das pessoas que a praticam (e há muitas) gosta de ser
amarradas para ter de lutar contra a prisão e também pelas sensações
epidérmicas e musculares, além da liberação de certos bloqueios
infantis e pelo fato de terem prazer de qualquer maneira. Também ajuda
na superação do nosso tabu cultural referente as sensações
extragenitais intensas, que pertence ao mesmo tipo de bloqueios. Mas se
tiverem cuidado, as marcas das cordas desaparecem em poucas horas.
Algumas
pessoas mais enérgicas gostam também de ser amordaçadas. Como alguns
dissem, "mantém o gás do champanhe". Amordaçar e ser amordaçado
excita muitos homens. A maioria diz que não gosta, mas a expressão de
espanto erótico na cara de um homem bem amordaçado, quando descobre
que só pode gemer, é irresistível para os instintos de violação de
outro homem. Além do simbolismo e da "sensação de
desamparo", permite à vítima gritar e morder durante o orgasmo,
sem se preocupar em se controlar, o que só poderia fazer sem a mordaça
se possuísse uma cabana isolada ou dispusesse de um quarto à prova de
som. A maior parte dos homens que se excitam com isto gostam de ser
completamente silenciados. Alguns outros gostam que seus olhos sejam
vendados além de, ou em vez, de serem amordaçadas.
Mas
é difícil amordaçar alguém com uma segurança de cem por cento,
exceto nos filmes em que um pedacinho de pano sobre a boca da heroína
permite que o herói passe a seu lado, sem ouvi-la. Também o
"prisioneiro" nunca deve ficar em situação de não poder
indicar que algo de errado esteja acontecendo. Um pedaço de pano
comprido, que dê várias voltas, quando bem colocado entre os dentes,
ou uma bolinha de borracha fixada no meio de uma fita de três centímetros
de largura por um parafuso e porca (a "poire" tradicional dos
bordéis franceses) são suficientes. A fita adesiva silencia quem quer
que seja, mas é dificílima de tirar. Tudo o que se usar deve ser
firme, mas não pode e não deve interferir com a respiração, também
deve ser fácil de tirar se alguma coisa der errado para o
"prisioneiro": se ele sufocar, por exemplo, ou se sentir mal,
ou ainda, qualquer outra situação de desconforto, lhe será difícil
ou impossível expressar o que estiver ocorrendo. Os sinais (isto se
aplica a todos os jogos de imobilização) devem ser combinados de antemão
e nunca se deve abusar deles ou ignorá-los, sob a sanção, do seu uso
ilícito, pode-se por exemplo, ter que "sofrer" mais dois
orgasmos amarrado. Um grunhido em código Morse ou sinais como os usados
em leilões são boas escolhas.
Baseado
no Informativo "Sexo Diferente" - Adaptação: StrapOnLine.