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As
deficiências orgânicas da saúde de
natureza alérgica afetam a vários
milhões das pessoas no mundo
inteiro. Essa incidência aumentou em
forma alarmante nas últimas três
décadas, e é esperado que os casos
sejam duplicados durante o ano 2002
nos países industrializados.
Considerando-se que mais de 20% da
população do Brasil apresenta
complicações de fundo alérgico,
aprofundamos a questão visando uma
melhor compreensão dessas reações.
As alergias são manifestações de uma
resposta do sistema imunológico
frente a substâncias chamadas
alérgenos. As alergias triviais
podem trazer complicações graves, se
não devidamente tratadas (CLINICA DE
ALERGIA E PNEUMOLOGIA, 2001).
Nossos estudos mostram que já é
possível combatê-las, haja visto que
até bem pouco tempo, os sintomas
eram apenas aliviados. Hoje, as
alergias têm despertado a atenção
dos pesquisadores ligados à área da
saúde, sendo um assunto de suma
importância no contexto de
investigação clínica. A importância
desses estudos e pesquisas consiste
na necessidade de averiguar os
diferentes tipos de reações
alérgicas visando o diagnóstico, as
formas de prevenção e o tratamento.
As estatísticas demonstram que mais
de 80% dos pacientes com asma e
rinites alérgicas são sensíveis a
alérgenos do meio ambiente, e que
essa natureza e importância
relativas são variáveis de acordo
com a área geográfica, climatologia,
residência urbana ou rural e
condição socio-econômica (ASOCIACIÓN
ARGENTINA DE ALERGIA E INMUNOLOGÍA
CLÍNICA, 2001).
A manipulação clínica destas
deficiências orgânicas alérgicas, em
geral de evolução crônica e
prolongada, é incumbência dos
especialistas, que visam descobrir
estes fatores causais e outros
desencadeantes, para que possam
orquestrar medidas de prevenção
primária e secundária e instituir
tratamentos específicos que cooperem
com os medicamentos sintomáticos ou
controladores que são indispensáveis
na maioria dos casos.
As alergias, sem dúvida, constituem
o mal do século, mas felizmente,
novos estudos e pesquisas revelam
que já é possível combatê-las.
Devido ao maior conhecimento da
questão e um caráter preventivo a
maioria das pessoas podem levar uma
vida saudável. Os cuidados, a
prevenção, sempre é o melhor recurso
e o tratamento desses sintomas, já
que a alergia não é um grupo simples
de sintomas mas uma doença sistêmica
com manifestações clínicas
localizadas em um ou em vários
órgãos. Também, sabe-se que
geneticamente, as possibilidades
para ter um filho alérgico são de
30%, se um dos progenitores,
principalmente a mãe, sofre um pouco
de alergia, e aumenta até as 70% se
ambos os pais tiverem a mesma doença
alérgica.
O controle ambiental é muito
importante e já está recebendo
informações científicas, com
especial enfoque aos fatores de
risco. Conhecer os alérgenos e
torná-los menos alergizantes, é de
fundamental importância, assim como
as medidas de controle e a resposta
está na prevenção e tratamento
precoce, pois as estatísticas
nacionais demonstram que mais que
80% dos pacientes com asma e rinite
alérgica são sensíveis a alérgenos
do meio ambiente.
Fonte: Doenças
Alérgicas. Síntia Pires - Estudo
Monográfico, 1999 |
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