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PASTOR BRANCO SUÍÇO:

 

 

História e Origem:

O Pastor Branco é uma variação do Pastor Alemão Tradicional. Ele foi fortemente discriminado pela cinofilia oficial devido à cor branca. Mesmo assim, os muitos fãs espalhados pelo mundo não o abandonaram. E parece que valeu: sua criação não pára de crescer. O movimento para banir a cor ganhou força na época da Segunda Guerra Mundial. Antes disso, os brancos recebiam registro, que era concedido desde o começo da criação do Pastor Alemão, no início do século. A exclusão veio sustentada por suspeitas de ligação da cor branca ao albinismo e a doenças hereditárias, como surdez, cegueira, esterilidade. E foi adotada pelo mais influente clube do mundo ligado à raça Pastor Alemão, o Verein Für Deutsche Schäferhunde (SV). Mas "proibidos" ou não, filhotes brancos continuaram nascendo de Pastores Alemães comuns. Encantavam alguns criadores, que passaram a cruzá-los entre si. Hoje, até quem é contra o branco já admite que a cor, por si só, não é sinônimo de problemas.

O movimento pelo reconhecimento internacional da cor branca ocorreu em diversos países. Começou há cerca de três décadas, defendido por vários clubes especializados. Os criadores do Pastor Alemão Branco priorizaram a fixação da cor. Assim, seus cães também não acompanharam o desenvolvimento das últimas décadas do Pastor Alemão. "O branco é o Pastor Alemão de 20 anos atrás", avalia José Peduti Neto, veterinário especialista em anatomia animal e consultor de Cães & Cia.

Mesmo com pequenas diferenças, esses pastores são todos irmãos. Comprovar é fácil. Ao cruzar dois Pastores Alemães, não importa as cores do casal, o branco pode aparecer se os pais tiverem cores tradicionais ou se um for tradicional e o outro branco. É interessante notar que entre os brancos alguns têm o dorso e a ponta das orelhas cor de creme, ou "champagne", e que de dois brancos só nascem brancos.

Em nosso país, o branco é criado para manter o instinto de guardião e a aparência típica do Pastor Alemão. Isso ajuda a explicar a boa aceitação da cor entre nós (das dez raças mais registradas no país, cinco são de guarda e o Pastor Alemão está em quarta colocação). O crescimento da criação dos brancos tem o mérito de torná-los mais conhecidos e de derrubar pouco a pouco o preconceito contra a cor. "Muitos filhotes brancos com pais tradicionais já foram sacrificados sob a alegação de serem albinos", comenta o presidente e fundador da Sociedade Latino-Americana de Pastor Alemão Branco (Solpab), Antonio Jorge Caracante. Ele exemplifica. "No começo da minha criação, visitei uma senhora que criava Pastores Alemães em Sorocaba - SP. Ela tinha um filhote branco nascido de pais capa-preta. Eu disse a ela que o nariz rosado do cãozinho pigmentaria em dez dias, quis comprá-lo, mas ela não acreditou - nem me vendeu. Em vez disso, o sacrificou", revela.

São duas as entidades, no Brasil, dedicadas exclusivamente a esses cães brancos, ambas seguindo o padrão oficial do Pastor Alemão. A Solpab foi a primeira. Nasceu em 1991, inicialmente de âmbito nacional. Em seguida, passou a latino-americana. É responsável por um notável impulso dessa criação no País. Conta hoje com 800 sócios e quatro mil exemplares cadastrados, segundo informa. Há dois anos, de uma dissidência da Solpab, foi constituído o Clube do Pastor Branco do Brasil (CPBB), hoje com mais de 200 sócios e cerca de 700 cães declarados. Ainda que parte desses registros se sobreponha - o CPBB registra cães da Solpab - a quantidade de Pastores Alemães brancos no Brasil é considerável.

"Quanto mais o branco ficar parecido ao Pastor Alemão, mais próximo estará da aceitação", diz Caracante, resumindo a filosofia da Solpab. A esperança da entidade é conseguir a aceitação da cor branca como variedade do Pastor Alemão. "Por isso, não aceitamos retirar a especificação 'Alemão' do nome da raça", explica Caracante. Como a cinofilia oficial não autoriza essa possibilidade, o clube optou por atuar de forma autônoma, sem vínculos com outras entidades. "Quando formamos o clube, tínhamos poucos cachorros para trabalhar", conta Caracante. "O mais importante, naquele momento era consolidar a cor e não dava para viajar o país inteiro para conceder o Registro Inicial aos cães.

Quando o criador morava longe, exigíamos fotografias em ângulos diversos para avaliar se os cães mereciam o registro", relata. Agora, passada a fase de implantação, o esforço se concentra em buscar as características mais desejáveis. Para avaliar o plantel, a Solpab já tem previstas em seu calendário 21 exposições nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Sorocaba. Programa ainda eventos em Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.

Nos Estados Unidos, a entidade mais antiga - o White German Shepherd Dog Club International (WGSDC), fundada em 1968, mesmo ano em que a cor branca foi proibida nos EUA - defende o nome e o uso do padrão do Pastor Alemão. Linda Gan, presidente do WGSDC, argumenta: "As diferenças atuais entre as duas variedades existem apenas porque a maioria dos criadores da cor branca não se preocupa em selecionar os exemplares", diz.

No Canadá, a cor branca não foi eliminada da raça Pastor Alemão. Apenas é considerada indesejada. Mesmo assim, os criadores não estão satisfeitos - afinal, os brancos entram em exposições de beleza, mas raramente levam alguma coisa. Nos últimos vinte anos, somente dois cães receberam prêmio de campeão.

Em geral, os criadores brasileiros são coerentes com a criação baseada no padrão oficial do Pastor Alemão. Acham que o branco tem o mesmo instinto de guarda. Outros dois detalhes são apontados por esse grupo. Um é a associação da cor branca à imagem de cão dócil, quando não é tão manso quanto sugere. Outro, é o poder de atração sobre as pessoas, por ser ainda pouco conhecido. Frederico Caldas Calgaro, dono de três brancos e dois capas-pretas, diz que muita gente os confunde com o Samoieda, um cachorro branco e dócil, que mais parece um bicho de pelúcia. "Não acho nada seguro pular o muro da minha casa à noite: tenho certeza absoluta de que os meus cães atacam", prevê. Aproximação de estranhos, ele só permite se estiver por perto.

Enfim o Reconhecimento! Reconhecido pela FCI em 18 de dezembro de 2002 e pela Confederação Brasileira de Cinofilia (impresso em 23 de junho de 2003), o seu nome tornou-se Pastor Branco Suíço (Weisser Schweizer Schäferhund).

Padrão Oficial da Raça:

 

Pastor Branco Suiço: Weisser Schweizer Schäferhund

Confederação Brasileira de Cinofilia - Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.: Grupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto Boiadeiros Suíços)
Seção 1: Cães Pastores
Padrão FCI n.º 347: 18 de dezembro 2002.
País de origem: Suíça
Nome no país de origem: Weisser Schweizer Schäferhund
Utilização: Cão de família e companhia. De distinta natureza amigável com crianças. Cão de guarda atento e de rápido aprendizado.
Prova de Trabalho: Sem prova de trabalho.

 

 

Resumo Histórico:

Nos Estados Unidos e no Canadá, os pastores brancos tornaram-se gradualmente uma raça distinta. Os primeiros cães desta raça foram importados para a Suíça no começo dos anos 70. O macho americano "Lobo", nascido em 05 de março de 1966, pode ser considerado como o progenitor desta raça na Suíça. Os descendentes deste macho, registrados no Livro de Origem Suíço (LOS) como outros pastores brancos importados dos Estados Unidos e do Canadá, multiplicaram-se gradualmente. Existe atualmente um grande número de pastores brancos, de raça pura, depois de várias gerações, distribuídas por toda Europa. Por isso, desde junho de 1991, estes cães estão registrados como uma raça nova no apêndice do Livro de Origem Suíço (LOS).

Aparência Geral: Poderoso, bem musculoso, de tamanho médio; orelhas eretas; de pelagem dupla de comprimento médio ou longo. De forma alongada; de ossatura média e sua silhueta é elegante e harmoniosa.

Proporções Importantes: De forma retangular moderadamente longa: a proporção entre o comprimento do corpo (da ponta do ombro à ponta da nádega) até a altura na cernelha é de 12:10. A distância do stop à trufa é ligeiramente maior do que a distância do stop à protuberância occipital.

Comportamento e Temperamento: Vivo, sem ser nervoso, atento e vigilante; ligeiramente reservado com estranhos, mas nunca medroso ou agressivo.

Cabeça: Forte, seca e delicadamente cinzelada, em boa proporção ao corpo. Vista por cima e de perfil, tem forma de cunha. As linhas superiores do crânio e do focinho, são paralelas.

Região Craniana: Crânio: ligeiramente arredondado; depressão mediana apenas indicada.

Stop: Ligeiramente marcado, mas nitidamente visível.

Trufa: Tamanho médio; pigmentação preta desejada; a trufa de neve e a trufa mais clara são admitidas.

Focinho: Poderoso e moderadamente longo em relação ao crânio. A cana nasal e a linha inferior do focinho são retas e convergem ligeiramente em direção à trufa.

Lábios: Secos, firmemente ajustados e tão pretos quanto possível.

Maxilares e Dentes: Dentição forte e completa, mordedura em tesoura. Os dentes devem ser implantados de forma ortogonal ao maxilar.

Olhos: De tamanho médio, amendoados, colocados ligeiramente oblíquos; de cor marrom ao marrom escuro; pálpebras bem aderentes e as bordas dos olhos pretas, são desejáveis.

Orelhas: Eretas, inseridas altas, portadas retas, paralelas e direcionadas para a frente, em forma de um triângulo alongado que são ligeiramente arredondadas em suas extremidades.

Pescoço: De tamanho médio e bem musculoso. Inserido harmoniosamente no corpo, sem barbelas; a linha superior do pescoço, elegantemente arqueada, vai sem interrupção da cabeça portada moderadamente alta até a cernelha.

Tronco: Forte, bem musculoso e de tamanho médio.

Cernelha: Pronunciada.

Dorso: Nivelado, firme.

Lombo: Fortemente musculoso.

Garupa: Longa e de largura média. A partir de sua inserção, ela se inclina suavemente para a raiz da cauda.

Peito: Não muito largo, profundo (mais ou menos 50% da altura na cernelha); alcançando os cotovelos; caixa torácica oval; estendendo para trás. Antepeito proeminente. Ventre e Flancos: flancos delgados e firmes; linha inferior moderadamente esgalgada.

Cauda: Espessa, em forma de sabre, afinando para a extremidade. Inserida mais para baixo, ela atinge no mínimo o jarrete. Em repouso, ela cai reta ou ligeiramente curvada para cima no seu último terço. Em movimento, é portada mais alta mas jamais mais alta que a linha do dorso.

Membros: Fortes, resistentes, e ossatura média.

Anteriores: Retos, quando vistos de frente e moderadamente afastados. Vistos de perfil, bem angulados.

Ombros: Escápulas longas e bem oblíquas. Bem angulados; todo ombro fortemente musculoso.

Braços: Adequadamente longos e fortes músculos.

Cotovelos: Bem aderentes.

Antebraços: Longos, retos e musculosos.

Metacarpos: Firmes e ligeiramente oblíquos.

Posteriores: Vistos por trás, retos e paralelos; em posição, moderadamente afastados. Vistos de perfil, bem angulados.

Coxas: De comprimento médio, fortemente musculosas.

Pernas: De comprimento médio, oblíquas, com sólida ossatura e bem musculosas.

Jarretes: Poderosos e bem angulados.

Metatarsos: Comprimento médio, retos, musculosos. Os ergôs devem ser removidos, exceto nos países onde a remoção é impedida por lei.

Patas: Ovais. Patas posteriores ligeiramente mais longas que as patas anteriores. Dedos fechados e bem arqueados; almofadas pretas e firmes. Unhas escuras são desejadas.

Movimentação: Seqüência rítmica de passos regulares, ligeiros e sustentados. Alcance de grande amplitude com forte propulsão. No trote, a movimentação é fácil, cobrindo bem o solo.

Pele: Sem dobras e rugas, de pigmentação escura.

Pelagem: Pêlo: duplo, de comprimento médio ou longo, denso, assentado; sub-pêlo abundante; pêlo de cobertura liso e espesso; a face, as orelhas e a parte anterior dos membros apresentam um pêlo ligeiramente mais curto. Na nuca e na parte posterior dos membros o pêlo é ligeiramente mais longo. Um pêlo ligeiramente ondulado, mais duro, é admitido.
 

Cor: Branca.
 

Tamanho e Peso: Altura na cernelha: machos: 60 _ 66 cm / fêmeas: 55 _ 61 cm. Peso: machos: aproximadamente 30 _ 40 kg / fêmeas: aproximadamente 25 _ 35 kg. Exemplares típicos com tamanho um pouco acima ou abaixo previsto pelo padrão, não deve ser eliminado.

Faltas: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
 

Faltas Leves: Presença discreta de pêlos fulvos (amarelo claro ou sombreado de vermelho) na ponta das orelhas, sobre o dorso e na parte superior da cauda. Despigmentação parcial da trufa, dos lábios ou da borda das pálpebras.

Faltas Graves: Aparência pesada, construção muito curta (contorno quadrado). Características sexuais insuficientemente definidas. Ausência de mais de 2 Pl; os M3 não são penalizados. Orelhas caídas, semi-caídas, quebradas. Linha do dorso fortemente inclinada. Cauda enrolada, quebrada, em gancho ou portada sobre o dorso. Pêlo de cobertura macio, sedoso, lanoso, crespo, mal deitado; pêlo nitidamente longo, sem subpêlo. Presença marcada por pêlos de cor fulvo carvoado claro (manchas de cor amarelada a vermelho) na ponta das orelhas, sobre o dorso e sobre a cauda.

Faltas Eliminatórias: Cães medrosos ou agressivos. Um olho ou os dois olhos azuis. Olhos proeminentes. Entrópio, ectrópio. Prognatismo superior ou inferior. Torção de mandíbula. Total perda de pigmentação da trufa, lábios e borda das pálpebras. Total perda de pigmentação da pele e nas almofadas. Albinismo.

NOTAS: Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

 

Desqualificações: Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

Sergio Meira Lopes de Castro - Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta - Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução - Suzanne Blum
Impresso em 23 de junho de 2003

Texto e Imagens gentilmente cedidos por Djony Wanzo Jr.
Canil Horst Von Ruff - SP
Telefone: 55 (0**11) 4975 5536 / 9602 4141
Site: http://sites.uol.com.br/pastor-branco
E-mail: pastor-branco@uol.com.br


 

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