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KUVASZ:
História e Origem:
O
Kuvasz é uma das mais antigas
raças. O lugar de evidência
arqueológica de aparecimento do
Kuvasz é o Norte do Iraque em
6600 AC. Apesar de outros
estudos registrarem o
aparecimento em 9000 AC. O
Kuvasz chegou com tribos nômades
na Bacia de Carpathian da
Hungria aproximadamente 896 DC.
Era usado como pastores e depois
através da nobreza húngara. Seu
maior promotor era o Rei
Matthius Corvius que na Hungria
governava de 1458 - 1490.
Matthius manteve vários Kuvaszok
para caçar e teve pelo menos um
ao seu lado para proteção contra
assassinos. Estes Kuvaszok eram
considerados pelo Rei como de
auto confiança, e os colocava
acima dos próprios soldados
reais.
O Kuvasz é um cachorro muito
inteligente, afirmativo e
combina grande força com
agilidade e velocidade, o que é
freqüentemente inesperado em um
cachorro de seu tamanho. Por
milhares de anos vem sendo usado
para controle de predadores e
proteção pessoal. Um Kuvasz não
vacila em sua lealdade e devoção
para com sua família, seja ele a
pessoas ou animais. Não existe
ameaça que ele não enfrenta,
protegendo esses que ele ama.
Ele é independente em sua
natureza, e desconfiado com
estranhos, mas com sua família
ele é tranqüilo, brincalhão e
afetuoso. Por causa deste
tradicional deveres, a
personalidade do Kuvasz e
aparecimento são sem igual.
Na defesa pessoal, a criadora
Americana Lorraine Blosser conta
que age posicionando-se entre o
dono e o que parece ser a
ameaça, e tenta afastá-la. Se
falhar, usa a força e os dentes.
Tudo isso é tão rápido que às
vezes nem se percebe a
seqüência. Esta é a raça mais
perceptiva e intuitiva que já
vi', comenta ela. Às vezes
parece dormir, mas pode estar em
pé em uma fração de segundo.
A estrutura física deste cão que
tem peito profundo e garupa
ligeiramente inclinada, além da
musculatura enxuta, favorece a
constante movimentação sem
grande esforço e, com isso a
cobertura de grandes extensões.
Sua construção sólida, com
ossatura forte sem ser pesada,
permite que percorra grandes
distâncias, qualidade importante
para acompanhar os nômades e
enfrentar predadores pesados,
como os Lobos Gigantes das
estepes, com cerca de 60 a 80
kg. A região lombar permite que
mude bruscamente de direção, por
dar muita flexibilidade. Essas
características o tornam apto
para buscar uma rês desgarrada e
para enfrentar com agilidade um
invasor.
A pelagem branca é inodora,
quase não dá trabalho, a
despeito da cor, pois ele tem
uma proteção no pelo, com o que
faz, após um banho de lama, em
tempo seco, estar novamente
branco após algumas horas. Outra
qualidade da pelagem, é que
dificilmente embaraça, não sendo
necessário escová-lo todos os
dias, como em outras raças de
pelo longo. Um bom banho, com
escovação uma vez por mês, é
suficiente para mantê-lo bonito.
Sua pele de excelente
pigmentação, o protege de
resfriado e calor, podendo se
adaptar a qualquer tipo de
clima.
O adestramento para ataque não é
recomendável para nenhuma raça,
principalmente no caso do Kuvasz.
Pois trata-se de um cão criado
para trabalhar de forma
independente, o que aliado a sua
força, torna-se um cão
incontrolável após este tipo de
adestramento. O Kuvasz sendo
tratado com amor, saberá
defender seu rebanho (a família
com quem vive) sem qualquer tipo
de adestramento. Seu instinto
tende a defender e proteger a
família de forma hierárquica, os
menores primeiros, ou seja em
havendo uma criança em meio de
adultos, ele tende a se colocar
na frente da criança para
protegê-la, característica esta,
que faz a sua fama de ser o
único cão com instinto próprio
de defender e proteger crianças.
A palavra KUVASZ é de origem
suméria; as duas primeiras
letras (KU) provém de uma velha
palavra suméria utilizada para
designar o cão - kudda - que,
por evolução, transformou-se em
kutta, termo que ainda é
empregado entre os povos que
utilizam das línguas dravídicas,
razão pela qual se conclui que
seus antepassados fugiram da
Mesopotâmia quando a região foi
conquistada pelos assírios.
No século XX, no vocabulário
húngaro, encontramos a palavra
Kutya. Por outro lado, a palavra
assa em sumério significa
cavalo. Ku-assa era um cão que
guardava e corria em volta dos
cavalos.
Tais origens colocam essa raça
como a mais antiga entre os cães
pastores, comparável (enquanto
história pré-cinófila) às
primitivas raças denominadas
"faraônicas", de acordo com
divisão das raças caninas da
F.C.I. (Federação Cinológica
Internacional).
Outros autores dizem que a
palavra KUVASZ provém da palavra
turca KAVAS, que significa
"custódia de segurança"
referindo-se à sua fama de ser
um cão altivo e audaz. Outro
significado deste nome, também
dado pelos turcos é "Guarda
Seguro".
Durante a Segunda Guerra
Mundial, a raça foi quase
extinta na Hungria. Pois como
esses cães é quem guardava as
pessoas em suas casas e
fazendas, a ordem para as tropas
invasoras era eliminar
primeiramente os cães brancos.
Um proprietário de uma fábrica
que queria perpetuar a espécie,
encontrou menos de 30 kuvaszok
em toda a Hungria. Graças aos
esforços dele e outros criadores
dedicados na Hungria e outras
partes da Europa, o Kuvasz foi
re-povoado.
Valter Pereira da Silva - Canil
Kék Tuz
(http://www.kuvaszok.com.br)
Características Gerais:
Um
cão vivo de inteligência aguda,
determinação, coragem e
curiosidade. Muito suscetível a
elogios e recriminações.
Primariamente, um cão de uma só
família. Devotado, dócil e
paciente sem ser excessivamente
demonstrativo. Sempre pronto a
defender os entes queridos, até
o ponto de autosacrifício.
Instinto extremamente forte de
proteger crianças. É polido com
estranhos relacionados com a
casa, mas desconfiado e muito
discriminativo para fazer novos
amigos. Guarda excelente, tendo
a habilidade de agir por
iniciativa própria no momento
certo sem adestramento.
Audacioso, corajoso e temerário.
Incansável habilidade de
trabalhar e cobrir terreno
acidentado por longos períodos.
Tem bom faro, sendo usado para
caça.
Aparência Geral: Um cão de
trabalho, de tamanho grande,
construção robusta, bem
balanceado, nem leve nem
atarracado. De cor branca e sem
marcas. Ossatura média, bem
musculoso, sem o menor traço de
volume ou apatia. Impressiona
pela força e atividade
combinadas ao passo leve:
mover-se livremente sobre pernas
fortes. Tronco e membros formam
um retângulo horizontal
ligeiramente desviado do
quadrado. Garupa ligeiramente
inclinada. A parte traseira é
particularmente bem
desenvolvida. Qualquer tendência
à fraqueza ou falta de
substância é decididamente um
defeito.
Movimento: Fácil, livre e
elástico. Os pés se deslocam
junto ao chão. As pernas
traseiras alcançam bem embaixo,
encontrando ou mesmo passando as
pegadas das pernas dianteiras.
Movendo-se na direção de um
observador, as pernas dianteiras
não se deslocam paralelas entre
si mas junto ao chão. Quando
vistas por trás, as pernas
traseiras (da articulação da
garupa para baixo) também se
movem próximas do chão. Conforme
a velocidade aumenta, as pernas
angulam gradualmente mais para
dentro até que os pés estejam
quase fazendo trilha única. A
menos que o cão esteja excitado,
a cabeça é portada baixa, no
nível dos ombros. O movimento
desejado não pode ser mantido
sem angulação suficiente e firme
esbeltez do corpo.
Altura: Medida na cernelha:
machos 71 a 76 cm; fêmeas, 66 a
71 cm.
Peso: Machos, aproximadamente
entre 50 e 52 kg; fêmeas
aproximadamente entre 32 e 41
kg.
Cor: Branca.
Cabeça: As proporções são da
maior importância, pois a cabeça
é considerada a parte mais
bonita do Kuvasz. O comprimento
da cabeça, medido da ponta do
nariz ao occipital, é
ligeiramente menor que a metade
da altura do cão na cernelha. A
largura é metade do comprimento
da cabeça. O crânio é alongado
mas não pontudo. O stop é
definido, nunca abrupto,
erguendo a testa suavemente
acima do plano do focinho. A
linha média longitudinal da
testa é pronunciada,
alargando-se conforme inclina
para o focinho. Bochechas
planas, arcadas superciliares
pronunciadas acima dos olhos. A
pele seca, sem excesso de lábios
pendentes.
Focinho: Comprimento em
proporção ao comprimento da
cabeça, linha reta, não pontuda,
mandíbula bem desenvolvida.
Parte interna da boca
preferivelmente preta.
Nariz: Grande, preto, narinas
bem abertas.
Lábios:
Pretos, cobrindo os dentes. O
lábio superior ajusta-se
firmemente apenas ao maxilar
superior. Lábio inferior
aderente e não pendente.
Mordedura: Dentição completa,
mordedura em tesoura preferida.
Mordedura em torquês aceitável.
Olhos: Amendoados, bem
separados, um tanto oblíquos. De
perfil, os olhos estão inseridos
ligeiramente acima do plano do
focinho. Marron escuros, quanto
mais escuros melhor.
Orelhas: Em forma de "V", a
ponta ligeiramente arredondada.
São grossas e bem inseridas
atrás entre o nível do olho e o
topo da cabeça. Quando puxada
para a frente. A ponta da orelha
deve cobrir o olho. Olhando de
frente para o cão, a parte mais
larga das orelhas está mais ou
menos no nível dos olhos. A
margem interna da orelha está
próxima à bochecha, a margem
externa ligeiramente afastada da
cabeça, formando um "V". Em
posição relaxada, as orelhas
devem manter sua posição e não
ficarem jogadas para trás. As
orelhas não devem se salientar
acima da cabeça.
Pescoço: Musculoso, sem barbela,
comprimento médio, arqueado na
crista.
Parte Dianteira: Ombros
musculosos. A omoplata e o úmero
formam um ângulo reto, são
longos e de comprimento igual.
As pernas são de ossatura média,
retas e bem musculosas. Os
cotovelos não ficam para dentro
nem para fora. Quando visto de
lado, o antepeito se projeta
ligeiramente na frente dos
ombros. As articulações são
secas e duras. Quintos dedos nas
pernas dianteiras não devem ser
removidos.
Corpo: Antepeito bem
desenvolvido, peito profundo com
costelas longas bem arqueadas
quase alcançando os cotovelos.
Ombros longos com cernelha mais
alta que o dorso. Dorso de
comprimento médio, reto, firme e
bem largo. O lombo é curto,
musculoso e firme. A garupa bem
musculosa, ligeiramente
inclinada. O tórax é profundo,
bem desenvolvido e corre
paralelo ao chão. O estômago é
bem engalgado.
Osso: Em proporção ao tamanho do
corpo. Médio, duro. Nunca pesado
ou grosseiro.
Parte traseira: A região atrás
da articulação do ilíaco é
moderadamente longa, produzindo
músculos da sobrecoxa largos,
longos e fortes. O fêmur é
longo, criando joelhos bem
angulados. A coxa é longa, seca,
bem musculosa. O metatarso é
curto, largo e bem forte.
Quintos dedos se houverem são
removidos.
Cauda: Portada baixa,
comprimento natural alcançando
ao menos os jarretes. Em
repouso, ela pende para baixo
descansando no corpo, a
extremidade apenas ligeiramente
erguida. Em estado de excitação,
a cauda deve ser erguida ao
nível do dorso, a ponta
ligeiramente curvada para cima,
idealmente, não deve haver muita
diferença no porte da cauda em
estado de excitação ou em
repouso.
Pés: Com boas almofadas
plantares. Almofadas plantares
elásticas, pretas. Os pés são
fechados e juntos formando "pés-de-gato"
redondos. Os pés traseiros são
um tanto mais compridos, com
algum pêlo entre os dedos,
quanto menos melhor. Unhas
escuras são preferidas.
Pele: A pele é pesadamente
pigmentada. Quanto mais
pigmentação cinza-azulada ou
preta, melhor.
Pelagem: O Kuvasz tem uma
pelagem dupla formada por um
pêlo de proteção e um fino
subpêlo. A textura da pelagem e
mediamente áspera. A pelagem
varia de ondulada a lisa. A
distribuição segue um padrão
definido sobre o corpo
independente do tipo de pelagem.
A cabeça, focinho, orelhas e pés
são cobertos com pêlo curto, mas
macio. O pescoço tem uma juba
que se estende até o peito,
cobrindo-o. A pelagem na frente
das pernas dianteiras até os
cotovelos e nas pernas traseiras
abaixo das coxas é curta e
macia. As traseiras das pernas
dianteiras são franjadas até o
metacarpo, com o pêlo de 6 a 8
cm de comprimento. O corpo e os
lados das coxas são cobertos com
uma pelagem de comprimento
médio. As traseiras das coxas e
a calda são cobertas com pêlo de
12 a 15 cm de comprimento. É
natural para o Kuvasz perder a
maior parte da pelagem comprida
durante o calor. A pelagem plena
e luxuriante vem na estação
apropriada, dependendo do clima.
Pelagem de verão não deve ser
penalizada.
Defeitos: A descrição acima é a
do Kuvasz ideal. Qualquer desvio
do cão acima descrito deve ser
penalizado segundo sua extensão.
Desqualificações: Prognatismo
superior, prognatismo inferior.
Machos com menos de 66 cm.
Fêmeas com menos de 61cm.
Qualquer cor além do branco.
Texto e Imagens gentilmente
cedidos por Valter Pereira da
Silva
Canil Kék Tuz
Telefone: 55 (0**12) 9141 4264 /
3833 3992
Site: http://www.kuvaszok.com.br
E-mail: kuvaszok@kuvaszok.com.br
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