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DOGUE ALEMÃO:

 

 

História e Origem:

De acordo com "The New Complete Great Dane", uma das mais conceituadas publicações sobre a raça, a origem do Dogue Alemão ultrapassa dois milênios. O fato ficou comprovado durante escavações de palácios e monumentos assírios (600 aC) que mostraram, nas paredes, ilustrações de cães muito semelhantes aos atuais exemplares do Dogue Alemão. Esta é a notícia mais antiga que se tem dos prováveis antepassados desta raça.

Existem documentos afirmam que em 300 aC foram feitos desenhos de cães muito parecidos com dogues alemães em monumentos egípcios, outros afirmam existir descrições destes cães em literatura chinesa do ano de 1121 aC. Supõe-se que a raça dogue alemão seja uma evolução do Irish Wolf Wound e do Mastif Inglês. Alguns dão a origem deles como tibetana. Sabe-se que a civilização assíria os utilizava para caçadas de javalis, tarefa que requeria força e coragem. Trabalhando em dupla na caçada, conseguiam emparelhar com o javali na corrida com bastante facilidade. Enquanto um empurrava a presa, o outro a atacava com maior segurança, correndo, portanto, menos risco de receber o revide.

Mas foi com sua aquisição pelos romanos, no século XIV, visando a prática de esportes violentos, que os ancestrais do Dogue Alemão ganharam popularidade. Nesta época já se sabia que os britânicos e saxões também empregavam estes cães na caça aos javalis. Muito admiradores pelos nobres, passaram a ser exibidos nas cortes européias e foram aprimorados até o século XIX, quando firmaram características já bem próximas dos padrões atuais.

O primeiro Dogue Alemão de que se tem notícia apareceu em uma exposição na Inglaterra em 1859 e em 1879 um grupo de sete pessoas ligadas à criação, em Berlim, na Alemanha, lideradas pelo Dr. Von Bodinus resolveram denominar de "Deutsche Dogge" que significa "Dogue Alemão", diversas variedades de cães grandes e fortes, o que levou à criação da raça Dogue Alemão. O seu primeiro padrão é de 1880. Na época destacou-se o nome de Mas Hartenstein, um criador alemão que conseguiu os melhores exemplares.

Em 1888 foi criado o "Deutchen Doggen Club", na Alemanha, onde a raça ganhou força. No final do século XIX, a raça passou a ser difundida pelo mundo com maior intensidade. Muitos Dogues foram vendidos para a Inglaterra. Lá se tornou muito popular, onde os passeios em carruagens precedidas por esses cães gigantes eram moda. Pouco depois foram vendidos também para os Estados Unidos, França e países baixos, Bélgica e Holanda. Os Estados Unidos passaram a cultivar um plantel que hoje é considerado o maior do mundo. Os americanos transformaram o Dogue Alemão em um cão mais ágil e leve, adotando para ele a denominação "Great Dane" (quer dizer Grande Dinamarquês, apesar da raça não vir da Dinamarca). Este nome ainda é empregado em muitos países. O Dogue Alemão, também pode ser conhecido por outros nomes, entre eles Alano Alemão e Dinamarquês Gigante. Com a redução da caça de animais de grande porte, o Dogue Alemão transformou-se em excelente cão de guarda e companhia usado até na lida com o gado. Segundo algumas versões, ele teria sido utilizado também como cão de guerra, inclusive, pelos espanhóis na conquista da América. No padrão é citado como cão de escolta, guarda e proteção.

Há um registro de um ancestral do Dogue Alemão no Brasil feito pelo pintor Amoedo, que o retratou deitado aos pés de D. João VI. De acordo com alguns criadores, a notícia mais antiga que se tem a respeito do Dogue Alemão no nosso país ficaria entre 1925 e 1930, data em que uma criadora de Brasília se recorda da presença destes cães na fazenda de parentes. O Dogue Alemão, como já visto, é um cão de porte altivo impondo-se na guarda a partir de sua própria aparência, sendo raros os casos de tentativa de invasão de propriedades guardadas por eles.

O Dogue Alemão só costuma latir quando julga que há alguma ameaça. Nos casos em que um estranho, como um entregador ou empregado de condomínio, entrar na propriedade inadvertidamente, o dogue tentará acua-lo e imobiliza-lo e ficará latindo para chamar seu dono. Por isso, seu tipo de guarda é considerado mais de defesa do que de ataque, pois geralmente eles não avançam. No entanto, se o fizer, atacará certeiramente sem dar chance de reação, sendo que apesar de não terá rapidez de movimentos de outras raças é ele muito denso em musculatura e acaba derrubando um homem logo no primeiro impacto, além de poder quebrar ossos numa simples mordida devido ao tamanho e força dos maxilares.

Calcula-se que a área que a raça consegue cobrir, num tempo tal que permita alcançar o invasor antes dele reagir, é de 400 m2. Pelo seu porte avantajado e força, além dos ciúmes que geralmente demonstra pelo dono, o Dogue Alemão se torna um cão difícil de ser dominado por terceiros quando em ataque, por isso não é recomendado para a guarda em dupla com um vigia nem seu uso em locais com muita circulação de gente, onde seja manuseado por diversas pessoas. O Dogue Alemão consegue facilmente arrastar seu condutor e pode acabar causando acidentes, sendo aconselhável o seu uso para guarda de propriedades, sem nenhum apoio humano, ou então na guarda pessoal, apenas com o dono.

É benéfico educar o Dogue Alemão para o convívio do dia-a-dia com seus donos, pois pelo seu tamanho, as manifestações de carinho, quando o seu dono sai de casa e retorna assumem proporções extraordinárias. Quando pula em cima do seu dono para demonstrar sua grande afeição, suja nossa roupa e pode até nos derrubar. No entanto, após condicionados a obediência estes "problemas" desaparecem e ele pode passear de carro ou na rua, acompanhar no "cooper" sem nos arrastar pela guia. A raça é muito ciumenta com os donos, sendo extremamente carinhosos e apegados ao dono, adorando serem acarinhados. TENHA UM DOGUE ALEMÃO COMO SEU AMIGO!

(Texto extraído do site do Canil Dauberer, www.dauberer.com.br).

Padrão Oficial:

 

 

Aspecto Geral: O Dogue Alemão une altivez, força e elegância a uma grande nobreza. É grande, poderoso e harmonioso em sua construção. A substância aliada à nobreza, a harmonia pela estrutura bem proporcionada e por sua cabeça particularmente expressiva dá a impressão a quem o vê de uma escultura cheia de nobreza. Ele é o Apolo dos cães.

Proporções Importantes: O corpo, especialmente o dos machos, é praticamente quadrado. O comprimento do corpo (medido da ponta do ombro à ponta do ílio) não deve ultrapassar, nos machos, mais de 5% da altura na cernelha, e, nas fêmeas, mais que 10%. A altura da cernelha, nos machos, é de 80 cm no mínimo e nas fêmeas o mínimo é 72 cm.

Temperamento: Amistoso, carinhoso e apegado para com seus donos, principalmente com crianças, reservado com estranhos. Vigilante, autoconfiante, corajoso, de fácil condutibilidade, dócil, excelente companheiro e cão de família, sem agressividade e com alto poder de reação (devido ao seu temperamento seguro, demora bastante a atingir o nível de irritabilidade para gerar um comportamento agressivo).

Cabeça: Em harmonia com a aparência geral, longa, estreita, expressividade marcante, sutilmente cinzelada (principalmente abaixo dos olhos); arcada superciliar bem desenvolvida, sem, entretanto, ser protuberante. A distância da ponta da trufa até o stop (bem marcado), é, de preferência, igual à distância do stop ao occipital que é levemente marcado. As linhas superiores do focinho e do crânio são paralelas. Vista de frente, a cabeça deve ser estreita, embora a face dorsal da cana nasal seja larga e a musculatura das faces moderadamente marcada, jamais grosseira.

Trufa: Bem desenvolvida, mais larga do que redonda, com narinas bem abertas. Deve ser preta, com exceção da variedade arlequim. Para esses, uma trufa preta manchada ou mesmo toda cor de carne é tolerável.

Focinho: Profundo, de preferência quadrado, com a comissura labial bem aparente. Labios de pigmentação escura. Nos arlequins é tolerada a despigmentação total ou parcial.

Maxilares, Dentadura e Dentes: Mandíbula larga e bem estruturada. Dentes fortes e dentadura completa, com a mordedura em tesoura (dentadura constituída de 42 dentes).

Olhos: De tamanho médio, arredondados, melhor mais escuros com pálpebras justas. Nos dogues azuis admite-se os olhos claros. Nos arlequins, os olhos claros e cada um de cor diferente, são tolerados. As pálpebras devem ser bem ajustadas.

Orelhas: De inserção alta, de tamanho médio, portadas dobradas e ligeiramente voltadas para a frente, com os bordos anteriores rentes às faces. A orelha cortada deve ter a largura e o comprimento proporcionais à cabeça e portadas eretas.

Pescoço: Longo, seco e musculoso. Inserção bem desenvolvida, diminuindo suavemente em direção à cabeça, com uma linha superior levemente arqueada. Portado erguido ligeiramente inclinado para a frente.

Cernelha: É o ponto mais alto da linha superior de seu poderoso tronco. Deve ser construída com a escápula inclinada, sobressaindo na linha superior.

Dorso: Curto e reto, linha superior moderadamente reta, ligeiramente descendente para a garupa caída. Lombo ligeiramente arqueado, largo, fortemente musculado.

Garupa: Larga, fortemente musculada, do ílio até a inserção da cauda, levemente caída na mesma direção da linha da cauda.

Cauda: Seu tamanho alcança a ponta do jarrete. Inserção alta e larga na raiz e afinando para a ponta. Em repouso, portada caída, em estado de excitação, portada em leve curva em forma de sabre, porém não muito acima da linha de dorso, não podendo ficar enrolada. A pelagem longa (em escova) na face ventral da cauda é indesejável.

Tórax: Profundidade atingindo a articulação do cotovelo. Bem arqueado, largo, com costelas bem arqueadas. Peito bem amplo com antepeito bem desenvolvido.

Linha Inferior: Ventre bem esgalgado; com a face inferior do tórax, fazendo uma linha inferior bem delineada.
 

Ombros: Fortemente musculados. A escápula é longa e chata, formando, com o braço, um ângulo aproximado de 100 a 110 graus.

Braço: Forte e musculoso, bem angulado, embora um pouco longo, com o úmero de comprimento igual ao da escápula.

Cotovelos: Trabalhando corretamente direcionados para a frente, bem ajustados rente ao tórax, no mesmo plano da articulação do ombro.
 

Antebraço: Forte, musculoso e, visto de qualquer ângulo, reto.

Carpo: Forte, resistente, não muito ressaltado do prumo do braço.

Metacarpo: Forte, visto de frente reto, e, de perfil, levemente inclinado.

Patas: Arredondadas, dedos bem arqueados e bem fechados (pé de gato), unhas curtas, fortes, possivelmente escuras.
 

Posteriores: Todo o conjunto da estrutura óssea bem revestido de musculatura forte. A garupa, a bacia, a anca e a coxa largas apresentam uma impressão arredondada. Os posteriores fortes e bem angulados, vistos por trás, são paralelos aos anteriores.

Coxa: Longa, larga e bem musculosa.

Joelho: Forte, trabalhando no mesmo plano da articulação coxo-femoral.

Perna: Longa, aproximadamente do mesmo tamanho da coxa, bem musculada.

Jarrete: Forte, firme e bem aprumado.

Metatarso: Curto, forte, perpendicular ao solo.

Movimentação: Harmônica, graciosa, com boa cobertura de solo, com leve oscilação. Os membros posteriores, vistos por trás e pela frente, se movem paralelamente.

Pele: Bem ajustada, bem pigmentada nos unicolores. Nos arlequins, a pigmentação corresponde essencialmente às manchas.

Pelagem: CONSTITUIÇÃO DO PÊLO Curto, denso, liso, aderente, brilhante.

Cores: O dogue alemão é criado em três variedades de cor: dourados e tigrados, pretos e arlequins, azuis. Dourado - do dourado claro ao dourado escuro. A máscara preta é desejável, assim como as unhas pretas. Pequenas marcas brancas no peito e pés são indesejáveis. Tigrado - cor de fundo dourado até dourado claro ou dourado intenso com listras pretas o mais regulares possíveis e nitidamente desenhadas na direção das costelas. Máscara preta é desejável. Pequenas marcas brancas no peito e sobre os pés são indesejáveis. Arlequim (branco pintado de preto) cor de fundo branco puro, o mais possível sem salpicados, com manchas de um preto profundo, de formato e tamanho variados, distribuídos por todo o corpo. Manchas acinzentadas ou amarronzadas são indesejáveis. Preto - preto profundo, manchas brancas são permitidas. Fazem parte desta variedade os dogues mantados quando o preto cobrir o corpo como um manto, enquanto o focinho, o pescoço, peito, ventre e extremidades da cauda podem ser brancos. Azul - azul-aço puro, marcas brancas no peito e nas patas são admitidas.

Defeitos: Qualquer desvio do padrão deve ser considerado como defeito e penalizado conforme sua gravidade. Particularmente: Caracteres sexuais pouco pronunciados; falta de harmonia; exemplar muito leve ou muito grosseiro. Comportamento e Caráter: Falta de segurança nervosismo, baixo poder de reação. Cabeça: Falta de paralelismo crânio/focinho, cabeça de maçã, cabeça cuneiforme; stop pouco pronunciado; musculatura da face hiperdesenvolvida. Focinho: Pontudo; lábios pouco desenvolvidos ou caindo abaixo do maxilar inferior; linha superior do focinho côncava, convexa, aquilina. Maxilares e Dentes: Qualquer desvio de uma dentição completa (admite-se unicamente a ausência dos PM1 no maxilar inferior); desalinhamento dentário; dentes muito pequenos; mordedura em torquês. Olhos: Pálpebras frouxas; conjuntiva muito vermelha; olhos claros, expressão dura, cor amarelo-âmbar; olhos porcelanizados; olhos de cores diferentes (nos unicolores); olhos muito afastados ou muito juntos. Orelhas: Inserção muito alta ou baixa, afastadas ou muito perto das bochechas; orelhas cortadas de formato e tamanho desproporcional à cabeça, que não ficam de pé, assimétricas. PESCOÇO Curto, grosso, pele solta, barbela, de cervo. Dorso: Selado, carpeado, muito longo, linha superior ascendente na direção da garupa. Garupa: Horizontal ou muito caída. Cauda: Muito comprida, muito grossa ou muito curta, inserção muito baixa ou portada acima da linha do dorso, cauda portada em gancho, enrolada ou desviada para um dos lados. Cauda ferida por traumatismo, grossa na extremidade ou amputada. Tórax: Costelas achatadas ou em barril, largura, comprimento e altura de peito insuficientes, externo muito projetado. Linha Inferior: Ventre pouco esgalgado; tetas não retraídas após o aleitamento. Anteriores: Angulações insuficientes; ossatura leve; musculatura pobre; falta de aprumos. Ombros: Soltos, carregados, escápula reta. Cotovelos: Soltos, virados para dentro ou para fora. Antebraços: Arqueados, proeminentes em relação ao carpo. Carpos: Proeminentes, cedidos, dobrados para frente. Metacarpos: Muito angulados ou muito retos. Posteriores: Angulações muito fechadas ou abertas. Jarretes juntos, jarrete de vaca ou em arco. Jarrete: Proeminente, frouxo. Patas: Achatadas, dedos abertos, ou compridos. Movimentação: Pouca cobertura, presa, amble freqüente e continuado, falta de equilíbrio entre os anteriores e os posteriores. Pelagem: Pêlo duplo, pêlo fosco. Cor do pêlo: Dourado - dourado acinzentado, azulado, isabela ou amarelo-sujo. Tigrado - cor de fundo azul-prata ou isabela, tigrado esmaecido. Arlequim - fundo salpicado de cinza-azulado, manchas em grande parte de cor cinza-amarelado ou cinza-azulado. Preto - preto com reflexos amarelos, marrom ou azul. Azul - azul-amarelado ou empretecido.

Defeitos Graves: Timidez, Prognatismo superior ou inferior, torção de mandíbula; entropion, ectropion. Cauda quebrada. Agressividade, mordedor por medo. Trufa totalmente manchada, leporina. Cor do pêlo Dourado e Tigrado - com listra branca, colar branco, patas brancas e extremidade da cauda. Azul - com listras brancas, colar branco, meias brancas ou extremidade da cauda branca. Arlequim: albinos, surdos, porcelanizados, os que predominam manchas azuis, cinzas, amarelas e também tigradas. Dogues arlequins cinza (cinza-merle com manchas pretas sobre fundo cinza). Tamanho abaixo do mínimo prescrito no padrão.

Nota: os machos devem ter dois testículos de aparência normal, completamente descidos na bolsa escrotal.

Texto e Imagens gentilmente cedidos por Afrânio Silva Jardim e Família
Canil Jardim Silva - Região do Lagos - RJ
Site: http://www.caniljardimsilva.com
E-mail: Caniljardimsilva@aol.com


 

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