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DOGO
ARGENTINO:
Origem e História:
A
historia do Dogo Argentino se
funde com a própria historia de
Antonio Nores Martinez (1907) e
Agustin Nores Martinez (1908).
Nascidos em Córdoba, Argentina,
e serem membros de uma família
tradicional de Córdoba, por seu
amor e paixão por cães levou-os
a embarcar nessa tarefa gloriosa
de criar uma nova raça.
Antonio era o precursor da raça,
sua visão, esforço e a
tenacidade aliada ao seu
conhecimento científico e
profundo de genética, fisiologia
e de anatomia, uma vez que era
médico, lhe forneceu o material
necessário para a criação bem
sucedida do Dogo Argentino.
Agustin não somente acompanhou e
ajudou seu irmão na criação da
raça, como também foi
responsável por seu
ressurgimento, consolidação e
propagação além das fronteiras.
Para iniciarmos a nossa volta ao
passado no intuito de desvendar
um pouco mais sobre a raça Dogo
Argentino, considero de
interesse primário o
entendimento da origem da raça,
o como, porque e para que foi
criada, quais foram as raças que
intervieram na sua formação,
etc. Mas antes de entrarmos no
assunto em si é importante
termos um panorama da
mediterrânea córdoba, que
certamente nos ajudara a
compreender os muitos dos
porquês ? Quando ? Como? Com
auxílio de um historiador da
época Efrain Bischoffd vamos
recordar em sua “Historia de la
Provincia de Cordoba” ao que era
denominada “Belle Epoque” da
córdoba de então... “Córdoba
possuía a fisionomia das
capitais desejosas de mostrar-se
importante e pujante para o
resto do país. Conservadora em
alguns aspectos e progressistas
na construção das suas
edificações era uma cidade cheia
de vida e fortes traços
culturais. Esta Córdoba, ao
mesmo tempo espiritual e
romântica, próprio da época,
misturava muitas da faces da
vida colonial herdando dos
antepassados espanhóis várias
paixões e, entre elas talvez uma
das maiores: a rinha de cães “.
Embora as touradas e nem as
brigas de galo não tenham
logrado êxito, outra mais brutal
pela qualidade de seus
protagonistas ficaram populares:
La pelea de Perros. Muitos
domingos cordobeses vinham se
reunir e se divertir com o
sangue dos aguerridos
gladiadores caninos, que eram
submetidos a essas cruéis provas
pela ganância das apostas, e
mais seguramente, para saciar o
orgulho do seu dono que
vangloriar-se-ia de possuir um
grande vencedor.
Como conseqüência de tanta
paixão e interesse nos jogos,
todos buscavam obter os melhores
cães, e para esse fim recorriam
aos mais diversos cruzamentos
entre as raças caninas que
existiam. Uma forma integrada
por cães que descendiam dos
Mastins (Alanos/Perro de
Toro)que foram trazidos pelos
espanhóis nos tempos das
conquistas e colonização, o Bull
Terrier, o antigo Bulldog Inglês
e o Boxer produziram os mais
famosos lutadores.
Essa fórmula, guardada a
princípio com zeloso segredo,
foram ficando pouco a pouco de
conhecimento geral e logo foram
os únicos cães que passaram a
ganhar todas as rinhas. Cada vez
mais criadores adotaram essa
fórmula, que repetindo através
dos tempos por intermédio de
cruzamentos entre si deram
origem a uma formidável raça de
luta de cor branca ou com
pequenas manchas que foi
denominada como “Viejo Perro de
Pelea Cordobes”.
Nesse momento um garoto na época
chamado António Nores Martinez
teve contato com las “Peleas”
começando assim a saga do Dogo
Argentino... É impossível falar
do Dogo Argentino sem admirar a
determinação de dois irmãos que
transformaram em realidade um
sonho de juventude. Tudo começou
em 1925 com Antônio Norez
Martinez então com 18 anos e
Augustin, um ano mais novo,
visualizaram, pela primeira vez,
um esboço de um cão
especialmente desenvolvido para
fazer presa a caças de pêlo de
grande porte existentes nos
pampas Argentinos.
“Eu ainda me lembro como se
fosse ontem....o dia em que meu
irmão Antônio me disse pela
primeira vez a idéia de se criar
uma nova raça de cães de caça ,
para o qual se iria tirar
vantagem da extraordinária
ferocidade do cão de luta
cordobês ( Perro de Pelea
Cordobês). Misturando com outras
raças que poderiam lhe dar maior
peso, bom faro, velocidade,
instinto de caça e, mais do que
qualquer outra coisa que fossem
capazes de caçar em conjunto.
Essa mistura os transformariam
em cães sociáveis, capazes de
viverem em liberdade e em
famílias, mantendo a grande
coragem da raça primitiva, mas
aplicado e usado para fins
nobres: a caça esportiva e o
controle das pragas.”
(Augustin Norez Martinez, a
história do Dogo Argentino)
Características:

Porte: Grande
Tamanho: 60 a 68 cm, fêmeas de
60 ate 65cm, machos de 62 ate
68cm
Peso: 37 a 45 kg
Pelagem: Curta e lisa
Coloração: Apenas branca ,
podendo ter uma mancha negra na
cabeça
Orelhas: Cortadas sempre
Agressividade: Alta. Denota-as
para com outros animais.
Aptidão: Caça e guarda
Atividade Espontânea: Média
Área para criação: Média, mas
adaptável
País de Origem: Argentina
Dogo Argentino surpreende. Reúne
todas as características de um
guardião completo. Na aparência,
seu porte avantajado e
musculoso, lhe confere um
aspecto de poderio e certamente
faz pensar duas vezes quem
quiser invadir o seu território.
A cor branca, típica da raça,
permite sua rápida visualização
mesmo no escuro. Isto funciona
como fator intimidatório, pois o
ladrão que é ladrão prefere uma
casa sem cachorro. Mas, se mesmo
com o seu tipo imponente, alguém
resolver encará-lo que se
prepare. Há poucas chances de
vencê-lo. Destinado
originalmente à caça de grandes
animais como os pumas e javalis
e também muito usado em rinhas,
o Dogo é extremamente valente e
combativo. Dono de grande
agilidade e de uma possante
musculatura nos posteriores, tem
incrível força de propulsão para
atacar, pular e sustentar a luta
com o inimigo. Além disso, há
dois motivos que tornam a sua
mordida arrasadora. Primeiro, o
músculo da mandíbula,
responsável pela força e rapidez
de fechar a boca, é extremamente
desenvolvido (é por isso que o
Dogo tem as típicas "bochechas"
salientes). Segundo, quando
abocanha dificilmente solta.
Isso se dá porque os lábios, ao
contrário de muitas raças, não
são pendentes, permitindo que
respire pelo canto da boca
enquanto morde. Outra
característica que o faz um
excelente combatente é a pele
grossa, que protege a
musculatura do impacto de
pancadas. Desta forma, ele sente
menos dor. Na região do pescoço
há uma proteção extra: a pele
elástica e com rugas. Portanto,
se tentarem segurá-lo por ali, a
pele estica e ele consegue virar
a cabeça e morder.
Acostumado
desde as origens a caçar em
áreas extensas, o Dogo tem o
hábito de fazer a ronda, sendo
capaz de atuar na guarda
cobrindo qualquer território.
Não importa o tipo de terreno.
Para tanto, conta com almofadas
plantares altas, bem carnudas,
de sola muito áspera e com
calosidades que permitem aliviar
o impacto sobre o solo e até
correr por locais ásperos e
pedregosos, sem ferir-se.
É um cão rápido também na
localização do inimigo, pois
fareja alto pelo ar e com um
olfato apuradíssimo, herança do
Pointer. Ele usa, portanto, o
vento e não o rastro no chão que
implica numa maior perda de
tempo. Conseqüentemente , o
embuste de caminhar sobre
trilhas diferentes, entrar na
água etc para confundir o
perseguidor, não adianta.
A raça é bastante atenta e
silenciosa, já que durante as
caçadas não devia alardear a
presa. Um Dogo só costuma latir
diante de uma agressão ao dono
em situações de ameaça.
Por todas estas razões, a
Polícia Federal da Argentina
utiliza a raça como cão de
patrulha e submete aos mais
complexos treinamentos de ataque
e obediência.
Textos e Imagens gentilmente
cedidos por Ângelo Marcelo
Kazubek
Canil Blanco Alumen
Site: http://www.kazubek.com
E-mail: kazubek@terra.com.br
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