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Nascida
em uma pequena aldeia francesa,
chamada Domremy, em 1412, Joana
D'Arc, chamada a 'Donzela de
Orléans', era filha de agricultores,
profundamente religiosa e quase
analfabeta.
Desde criança, Joana D'Arc
presenciou os efeitos terríveis da
Guerra dos Cem Anos (como foi
chamada a guerra entre França e
Inglaterra), pois morava perto de
uma antiga estrada romana a qual
atravessava o Rio Mosa, por onde
passavam as tropas e os peregrinos,
que contavam as atrocidades da
guerra e lamentavam, pois a França
não era uma nação unida, fato que
facilitou a invasão dos ingleses.
Em 1424, com 12 anos de idade, Joana
afirma ter visto pela primeira vez a
figura do Arcanjo São Miguel, o qual
acompanhado de outros arcanjos,
anunciou que viriam a ela Santa
Catarina e Santa Margarida e que
elas lhe dariam instruções sobre o
que fazer.
Em um depoimento, Joana afirmou que,
nos quatro anos subseqüentes, as
Santas lhe apareceram e que em 1428
deram a ordem para que ela fosse até
Vaucouleurs, e procurasse um senhor
de nome Baudricourt. Ela obedeceu ao
chamado dos anjos e quatro anos
depois do contato com Baudricourt,
foi chamada para ir a Chinon.
A primeira prova de que Joana D'Arc
não era uma impostora, mas sim uma
enviada de Deus, foi o fato de ter
reconhecido o Rei Carlos sem nunca
tê-lo visto. Ao falar com ele,
mostrou conhecer coisas
"secretíssimas", que somente o céu
poderia ter lhe revelado. Convencido
de seu poder, o rei confiou as
tropas que sitiavam Orleans à Joana
D'Arc. Ela continuou seguindo o
conselho dos anjos que a
acompanhavam, começou a comandar
tropas reais numa época violenta,
conturbada e decisiva na qual a
mulher ocupava um papel restrito.
Com certeza Joana D'Arc foi uma
personalidade sem igual, uma mulher
à frente de sua época que lutou pelo
seu povo seguindo o conselho dos
anjos. Em pouco tempo as tropas
comandadas por Joana reconquistaram
quase todo o território francês. Em
Reims, o Delfim foi coroado o rei da
França, mas, com ciúmes da
popularidade de Joana D'Arc,
estipulou uma trégua com os
ingleses. A jovem, convicta que essa
trégua anularia os esforços e
vitórias de seu exército, ficou
indignada e recomeçou a luta com os
poucos soldados que restaram ao seu
lado.
Foi então capturada pelo Conde de
Luxemburgo, que a entregou aos
ingleses em troca de um resgate
digno de um rei. Precisava provar
juridicamente que Joana era uma
feiticeira para poder declarar que
Carlos VII era um usurpador e que
havia tornado-se rei através de
diabólicas maquinações de uma
herege. Joana D'Arc foi condenada à
fogueira pela Inquisição, porém sem
o consentimento oficial da Igreja.
Sua pena foi aplicada em Rouen, no
dia 30 de maio de 1431, estando ela
com apenas 19 anos.
Seu processo foi submetido à revisão
entre 1450 a 1456, obtendo a
declaração de sua inocência. Com
essa absolvição, deu-se início a um
irreversível crescimento da
veneração à corajosa Joana D'Arc,
vendo-a uma mulher possuidora de uma
fé pura e de um genuíno amor pela
justiça e pela verdade.
Joana D'Arc foi beatificada em 1909,
pelo Papa Pio X e canonizada em
1920, pelo Papa Bento XV. É a Santa
Padroeira da França e seu dia é
comemorado em 30 de maio.
Base Bibliográfica: Anjo de cada um -
Edição: Ano 3 - nº 10 - Editora Canaã/SP
Saiba Mais: http://www.mariadenazare.org |
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